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Guia da Saúde

Suor excessivo: o que pode ser e como controlar

Homem enxugando o suor do rosto com uma toalha em um parque ao ar livre.

Suor excessivo pode ser hiperidrose — condição em que o corpo produz mais suor do que o necessário para regular a temperatura — em todo o corpo ou em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O que é hiperidrose

Hiperidrose é o nome médico para o suor excessivo, além do que seria necessário para a regulação térmica do corpo. Pode ser leve, moderada ou intensa o suficiente para atrapalhar atividades simples, como segurar objetos ou usar determinadas roupas.

Hiperidrose primária x secundária

A SBD divide a hiperidrose em dois tipos principais:

  • Hiperidrose primária focal: costuma aparecer na infância ou adolescência, atinge áreas específicas — mãos, pés, axilas, cabeça ou rosto — e não ocorre durante o sono ou em repouso. Afeta de 2% a 3% da população, mas menos de 40% das pessoas com a condição chegam a consultar um médico.
  • Hiperidrose secundária generalizada: causada por uma condição médica de base ou por efeito colateral de medicamento. Nesse caso, ao contrário da forma primária, a pessoa pode suar excessivamente também durante o sono.

Sinais que ajudam a diferenciar os tipos

SinalPrimária focalSecundária generalizada
InícioInfância ou adolescênciaPode começar em qualquer idade
Área afetadaLocalizada (mãos, pés, axilas, rosto)Todo o corpo
Ocorre durante o sonoNãoSim
CausaNão totalmente conhecidaCondição médica ou medicamento

Tratamentos para o suor excessivo

Segundo a SBD, para a hiperidrose primária existem diversas opções, que podem ser combinadas conforme a gravidade:

  • Antitranspirantes fortes: primeira linha de tratamento para casos mais leves.
  • Iontoforese: usa eletricidade para reduzir temporariamente a atividade da glândula de suor, mais indicada para mãos e pés.
  • Toxina botulínica tipo A: aplicada nas axilas, mãos ou pés para bloquear temporariamente a sudorese.
  • Simpatectomia torácica endoscópica (STE): procedimento cirúrgico reservado para casos graves que não respondem a outros tratamentos.

Quando a causa é secundária, o tratamento passa também por identificar e tratar a condição de base ou ajustar a medicação responsável, sempre com orientação médica.

O que fazer diante do suor excessivo

  1. Observe o padrão: se afeta áreas específicas, se ocorre durante o sono, e desde quando começou.
  2. Anote fatores que pioram, como calor, estresse ou determinados alimentos.
  3. Use roupas em tecidos que respiram melhor, o que pode ajudar no conforto do dia a dia.
  4. Procure um dermatologista para avaliar o tipo de hiperidrose e discutir as opções de tratamento disponíveis.

Quando o suor excessivo pede atenção médica

Procure avaliação médica se o suor excessivo começar de forma repentina na vida adulta, acontecer durante o sono, vier acompanhado de perda de peso sem explicação, febre ou cansaço persistente — sinais que podem indicar uma causa secundária que precisa de investigação.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Veja também sudorese noturna: causas.

Perguntas frequentes

O que é hiperidrose?

É a condição médica caracterizada por suor excessivo, em todo o corpo ou em áreas localizadas, como axilas, mãos, pés ou rosto, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Qual a diferença entre hiperidrose primária e secundária?

A hiperidrose primária focal costuma começar na infância ou adolescência, afeta áreas específicas e não ocorre durante o sono. Já a secundária generalizada é causada por uma condição médica ou efeito colateral de medicação, e pode ocorrer também durante o sono.

Suor excessivo tem tratamento?

Sim. Para hiperidrose primária, existem opções como antitranspirantes fortes, iontoforese, toxina botulínica e, em casos graves, cirurgia (simpatectomia torácica), segundo a SBD.

Quantas pessoas têm hiperidrose primária?

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a hiperidrose primária focal afeta de 2% a 3% da população, mas menos de 40% das pessoas com essa condição procuram um médico.

Fontes

  1. Hiperidrose — Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)

Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 18 de julho de 2026