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Guia da Saúde

Tabela de glicemia — valores normais e diabetes

Glicosímetro digital exibindo uma leitura de glicemia ao lado de uma caneta de lanceta sobre superfície de madeira.

Glicemia de jejum entre 70 e 99 mg/dL é considerada normal pela Sociedade Brasileira de Diabetes. De 100 a 125 mg/dL é pré-diabetes, e 126 mg/dL ou mais já é critério para diabetes (com confirmação médica). Abaixo de 70 mg/dL é hipoglicemia. Digite seu valor abaixo.

Classificação

90mg/dL

Normal.

Tabela de classificação da glicemia de jejum

ClassificaçãoGlicemia de jejum
Hipoglicemiamenor que 70 mg/dL
Normal70 a 99 mg/dL
Pré-diabetes100 a 125 mg/dL
Diabetes (indicativo)126 mg/dL ou mais

Vale para adultos não gestantes, com o exame feito em jejum de pelo menos 8 horas — comer ou beber algo além de água antes do exame altera o resultado.

Um exame não fecha diagnóstico

Um valor de 126 mg/dL ou mais indica diabetes, mas o diagnóstico definitivo normalmente exige confirmação — repetir o exame em outro dia, ou combinar com outro teste (como a hemoglobina glicada). Não é incomum um exame isolado vir alterado por fatores temporários (estresse, doença aguda, não ter feito jejum correto). Sempre leve o resultado a um médico.

Um exemplo prático: se o resultado veio 128 mg/dL, isso bate com o critério de diabetes, mas o próximo passo típico é repetir a glicemia de jejum em outro dia ou pedir hemoglobina glicada. Se o segundo exame vier abaixo de 126 mg/dL, o médico avalia o conjunto antes de qualquer conclusão — o mesmo raciocínio vale para um valor de 99 mg/dL, no limite da faixa normal.

Glicemia de jejum, pós-prandial e hemoglobina glicada: qual a diferença

A tabela acima usa a glicemia de jejum, o exame mais pedido no dia a dia — mas não é o único jeito de avaliar o açúcar no sangue. Dois outros exames aparecem com frequência nos pedidos médicos, cada um olhando para um recorte diferente do metabolismo:

ExameNormalPré-diabetesDiabetes
Glicemia de jejum70 a 99 mg/dL100 a 125 mg/dL126 mg/dL ou mais
Glicemia 2h após TOTG (pós-sobrecarga)menor que 140 mg/dL140 a 199 mg/dL200 mg/dL ou mais
Hemoglobina glicada (HbA1c)menor que 5,7%5,7% a 6,4%6,5% ou mais

O TOTG (teste oral de tolerância à glicose) mede como o corpo processa o açúcar depois de beber uma solução padronizada de glicose — o sangue é coletado antes e depois, geralmente com 2 horas de intervalo. Já a hemoglobina glicada não depende de jejum e reflete a média da glicemia nos últimos dois a três meses, não o momento exato do exame. Uma novidade da diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes de 2025 é valorizar também a leitura do TOTG após apenas 1 hora — um valor de 209 mg/dL ou mais nesse ponto já indica diabetes, com a vantagem de ser mais sensível e mais rápido para o paciente.

Nenhum dos três exames é “mais certo” que o outro: eles medem coisas diferentes, e cabe ao médico escolher qual pedir — ou pedir mais de um — conforme o histórico e o objetivo da investigação.

O que pode alterar um resultado isolado de glicemia

Vários fatores, além de diabetes propriamente dito, podem elevar ou reduzir um único resultado de glicemia sem que isso reflita o quadro real da pessoa:

  • Jejum incompleto (menos de 8 horas) ou jejum muito prolongado (mais de 16 horas)
  • Estresse físico ou emocional agudo, que faz o corpo liberar hormônios que elevam o açúcar
  • Infecções, febre ou qualquer doença aguda no momento da coleta
  • Alguns medicamentos, como corticoides e certos diuréticos
  • Atividade física intensa nas horas anteriores ao exame

É por isso que um valor isolado — especialmente perto de um limite, como 99 ou 126 mg/dL — não fecha diagnóstico sozinho. O médico avalia o contexto e, quando necessário, pede a repetição do exame em outro dia, sem pressa e sem alarme antes da hora.

Diabetes tipo 1 e tipo 2: a tabela vale para os dois?

Sim. Os valores de referência de glicemia — normal, pré-diabetes e diabetes — são os mesmos independentemente do tipo de diabetes. O que muda entre os tipos é a causa e o tratamento, não o ponto de corte do exame:

  • Diabetes tipo 1 é uma condição autoimune: o sistema de defesa do corpo passa a atacar as células do pâncreas que produzem insulina. Costuma aparecer na infância ou na juventude e exige insulina desde o diagnóstico.
  • Diabetes tipo 2 é o mais comum, ligado à resistência à insulina — o corpo ainda produz o hormônio, mas não consegue usá-lo direito. Está associado a fatores genéticos, idade, sedentarismo e excesso de peso, embora também apareça em pessoas sem esses fatores.

A tabela de glicemia responde se o resultado está fora do esperado — não responde por quê. Definir o tipo de diabetes exige avaliação médica e, às vezes, exames complementares, como a dosagem de autoanticorpos específicos.

Como se preparar para o exame de glicemia

A preparação certa evita um resultado alterado por motivo bobo. Antes de um exame de glicemia de jejum, vale seguir alguns cuidados simples:

  1. Respeite as 8 horas de jejum, contando a partir da última refeição — só água é permitida.
  2. Evite jejum além de 16 horas, porque jejum muito longo também pode distorcer o valor.
  3. Não pratique exercício físico intenso nas horas anteriores à coleta.
  4. Avise o laboratório sobre medicamentos em uso, especialmente corticoides ou diuréticos.
  5. Evite álcool na véspera, já que ele também interfere no metabolismo da glicose.

Se algo fugiu do combinado — comeu por engano, dormiu mal, estava resfriado — vale mencionar ao médico antes de interpretar o resultado como definitivo.

Sinais de alerta que pedem atendimento imediato

Procure atendimento médico com urgência se aparecerem sinais de:

  • Hipoglicemia grave: confusão mental, fala arrastada, tremores intensos, suor frio, desmaio ou convulsão. Se a pessoa perder a consciência, não ofereça comida ou bebida por via oral — busque ajuda médica imediatamente.
  • Hiperglicemia grave: sede intensa, urina em excesso, respiração rápida, náusea, vômito ou confusão mental. Esses sinais podem indicar uma complicação séria e exigem avaliação em pronto-socorro.

Esses sintomas não esperam o próximo exame de rotina agendado — são emergência, e a orientação vale independentemente do valor exato de glicemia.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Veja os valores prontos para consulta na tabela de glicemia em jejum, ou tire dúvidas específicas em glicemia 100 é normal?, glicemia 126 é diabetes? e glicemia de jejum alterada: o que significa.

Perguntas frequentes

Qual o valor normal de glicemia em jejum?

Entre 70 e 99 mg/dL, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, para adultos não gestantes.

A partir de quanto é pré-diabetes?

De 100 a 125 mg/dL em jejum é classificado como pré-diabetes — um sinal de alerta, ainda não diabetes.

A partir de quanto é diabetes?

126 mg/dL ou mais em jejum é critério diagnóstico para diabetes, mas o diagnóstico definitivo exige confirmação — geralmente com um segundo exame ou teste complementar, feito por um médico.

O que é hipoglicemia?

Glicemia abaixo de 70 mg/dL, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes — pode causar tontura, tremores e confusão, e exige correção rápida (geralmente com açúcar de absorção rápida).

Glicemia de jejum, pós-prandial e hemoglobina glicada medem a mesma coisa?

Não exatamente. A glicemia de jejum mostra o açúcar no sangue num único momento, a pós-prandial mostra a resposta do corpo depois de comer, e a hemoglobina glicada (HbA1c) mostra a média dos últimos dois a três meses. O médico decide qual (ou quais) pedir.

A tabela de glicemia vale igual para diabetes tipo 1 e tipo 2?

Sim, os valores de referência são os mesmos para os dois tipos. O que muda é a causa: tipo 1 é autoimune, tipo 2 está ligado a resistência à insulina. Definir o tipo exige avaliação médica.

Fontes

  1. Diagnóstico de diabetes mellitus — Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (Ed. 2025)
  2. Hipoglicemia: como tratar e evitar? (Sociedade Brasileira de Diabetes)
  3. Standards of Care in Diabetes — Diagnosis and Classification of Diabetes (American Diabetes Association, 2025)

Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 18 de julho de 2026