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Guia da Saúde

Alopecia: sintomas dos principais tipos

Alopecia é o termo médico para queda de cabelo, mas os sintomas variam bastante conforme o tipo. Na alopecia androgenética (calvície genética), o sintoma principal é o afinamento progressivo dos fios; na alopecia areata, o sintoma característico são falhas circulares que aparecem de forma repentina, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Alopecia androgenética: afinamento progressivo

A alopecia androgenética é uma condição hereditária que se desenvolve desde a adolescência. Segundo a SBD, o principal sintoma é o afinamento dos fios: os cabelos ficam progressivamente mais finos e ralos a cada ciclo capilar, e o couro cabeludo fica mais exposto com o tempo.

O padrão de queda varia entre homens e mulheres:

  • Em homens: a coroa (parte de cima da cabeça) e a região frontal, popularmente chamada de “entradas”, são as mais afetadas.
  • Em mulheres: a região central do couro cabeludo costuma ser a mais atingida, com afinamento difuso mais do que falhas bem delimitadas.

Apesar do nome remeter a hormônios masculinos, a SBD esclarece que a maioria das pessoas com alopecia androgenética tem níveis hormonais normais nos exames — a condição é geneticamente determinada, não necessariamente causada por um excesso hormonal.

Alopecia areata: falhas circulares repentinas

A alopecia areata é uma doença inflamatória, com componentes genéticos e autoimunes, que causa queda de cabelo em áreas localizadas. Segundo a SBD, os sintomas típicos incluem:

  • Perda repentina de cabelo em áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, muitas vezes notada de um dia para o outro.
  • Pele lisa e brilhante na região afetada.
  • Pelos ao redor da falha que saem facilmente quando puxados suavemente, sinal de atividade da doença.
  • Cabelos que voltam a crescer inicialmente brancos, em alguns casos, antes de recuperar a cor original.

A forma mais comum se apresenta como uma única placa arredondada, geralmente no couro cabeludo ou na barba, mas a doença também pode afetar sobrancelhas, cílios e qualquer outra região com pelos.

Alopecia areata é uma condição autoimune

Diferente da alopecia androgenética, que é genética e progressiva sem tratamento, a alopecia areata tem origem autoimune: o sistema de defesa do corpo ataca os folículos capilares, mas não os destrói — apenas os mantém temporariamente inativos por inflamação, segundo a SBD. Isso explica por que, em muitos casos, o cabelo pode voltar a crescer, mesmo sem garantia de cura definitiva, já que a doença costuma apresentar fases de melhora e piora ao longo da vida.

Fatores emocionais, traumas físicos e infecções podem desencadear ou piorar os sintomas da alopecia areata, segundo a SBD, especialmente em pessoas com histórico familiar da doença ou outras condições autoimunes associadas, como distúrbios da tireoide, artrite reumatoide e lúpus.

Comparando os dois tipos

CaracterísticaAlopecia androgenéticaAlopecia areata
CausaGenéticaAutoimune
PadrãoAfinamento progressivo, região específicaFalhas circulares localizadas
InícioGradualRepentino
Evolução sem tratamentoProgressivaVariável, com fases de melhora e piora
ReversibilidadeNão reverte sozinhaPode reverter, já que o folículo não é destruído

Relação com a queda de cabelo em geral

Alopecia é apenas um dos tipos de queda de cabelo — existe também a queda temporária (eflúvio telógeno), ligada a eventos como infecções, parto ou estresse, que não é considerada alopecia propriamente dita. Para o panorama completo das causas de queda de cabelo, veja queda de cabelo: o que pode ser. Para as causas específicas em mulheres, incluindo a alopecia androgenética feminina, veja queda de cabelo em mulheres: causas.

Tratamento

Segundo a SBD, o tratamento varia conforme o tipo de alopecia:

  • Alopecia androgenética: minoxidil tópico e bloqueadores hormonais (finasterida em homens; espironolactona e outras opções em mulheres), além de transplante capilar em casos extensos.
  • Alopecia areata: tratamentos tópicos (minoxidil, corticoides, antralina), sensibilizantes, infiltrações de corticoide e, mais recentemente, inibidores de JAK — sempre prescritos por um dermatologista.

Quando procurar um dermatologista

Procure avaliação dermatológica diante de qualquer sinal de alopecia — afinamento progressivo dos fios ou falhas localizadas —, já que o diagnóstico correto do tipo de alopecia é essencial para escolher o tratamento mais eficaz, especialmente quando iniciado cedo.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

Perguntas frequentes

Quais são os principais tipos de alopecia?

Os mais comuns são a alopecia androgenética (calvície genética) e a alopecia areata (doença autoimune com falhas circulares), segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Qual o primeiro sintoma da alopecia androgenética?

O afinamento progressivo dos fios, que ficam cada vez mais finos a cada ciclo capilar, até o couro cabeludo ficar mais visível.

Como reconhecer a alopecia areata?

Pelo surgimento repentino de falhas circulares, sem pelos, com pele lisa e brilhante na região, geralmente no couro cabeludo ou na barba, segundo a SBD.

Alopecia areata tem cura?

Segundo a SBD, a alopecia areata não tem cura, mas tem tratamento. A doença não destrói os folículos capilares — apenas os mantém inativos por inflamação, o que permite recuperação em muitos casos.

Alopecia androgenética afeta só homens?

Não. Também afeta mulheres, embora o padrão seja diferente: nos homens, a queda concentra-se na coroa e nas entradas; nas mulheres, na região central do couro cabeludo.

Fontes

  1. Alopecia Androgenética — Sociedade Brasileira de Dermatologia
  2. Alopecia Areata — Sociedade Brasileira de Dermatologia

Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 18 de julho de 2026