Queda de cabelo: o que pode ser
Queda de cabelo pode ter causas diferentes: a mais comum é a alopecia androgenética (calvície genética), seguida do eflúvio telógeno (queda temporária difusa, ligada a infecções, parto, cirurgias ou estresse) e da alopecia areata (falhas localizadas, de origem autoimune), segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
As três causas mais comuns
- Alopecia androgenética: forma de queda geneticamente determinada, também chamada de calvície. Os fios ficam progressivamente mais finos a cada ciclo capilar, até o couro cabeludo ficar mais exposto. Veja os sintomas detalhados em alopecia: sintomas.
- Eflúvio telógeno: queda temporária e difusa, sem falhas localizadas, causada por um evento que interrompe o ciclo normal de crescimento dos fios — geralmente 2 a 3 meses antes da queda se intensificar.
- Alopecia areata: doença inflamatória e autoimune que causa falhas circulares, sem pelos, de aparecimento geralmente repentino.
Eflúvio telógeno: a queda “depois de um evento”
O eflúvio telógeno se divide em duas formas, segundo a SBD:
- Agudo: desencadeado por eventos como pós-parto, infecções (gripe, pneumonia, sinusite), cirurgias (principalmente bariátrica), estresse, dietas restritivas, doenças metabólicas ou uso de certos medicamentos. A queda costuma se intensificar cerca de 3 meses depois do evento desencadeante.
- Crônico: apresenta ciclos recorrentes de queda e costuma estar associado a doenças autoimunes, sendo a tireoidite de Hashimoto a mais comum entre elas.
O sintoma principal é a queda acentuada de cabelos, perceptível no chuveiro ou na escova, de forma difusa — sem falhas bem delimitadas. Segundo a SBD, a condição costuma ser autolimitada, durando de dois a quatro meses, embora medicações estimuladoras do crescimento possam acelerar a recuperação em alguns casos.
Alopecia androgenética: a calvície genética
Apesar do nome remeter a hormônios masculinos, a SBD esclarece que os níveis hormonais costumam estar normais nos exames da maioria das pessoas com alopecia androgenética — trata-se de uma condição hereditária, que se desenvolve desde a adolescência, quando estímulos hormonais fazem os fios ficarem progressivamente mais finos a cada ciclo capilar.
O padrão de queda varia entre homens e mulheres: nos homens, a coroa e a região frontal (“entradas”) são mais afetadas; nas mulheres, a região central do couro cabeludo é a mais atingida. Veja mais sobre as causas específicas em mulheres em queda de cabelo em mulheres: causas.
Alopecia areata: quando o corpo ataca os próprios fios
A alopecia areata é uma doença inflamatória, com fatores genéticos e autoimunes envolvidos, que causa falhas circulares, sem pelos, geralmente de aparecimento repentino — muitas vezes notadas de um dia para o outro. Pode afetar o couro cabeludo e qualquer outra região com pelos, como barba, sobrancelhas e cílios.
Como diferenciar as causas
| Característica | Alopecia androgenética | Eflúvio telógeno | Alopecia areata |
|---|---|---|---|
| Padrão da queda | Progressiva, região específica | Difusa, sem falhas | Falhas circulares localizadas |
| Início | Gradual, ao longo dos anos | Cerca de 2-3 meses após um evento | Repentino, dias |
| Causa | Genética | Infecção, parto, cirurgia, estresse | Autoimune |
| Evolução | Progressiva sem tratamento | Autolimitada (2-4 meses) | Variável, com fases de melhora e piora |
O que fazer diante da queda de cabelo
Como as causas são diferentes entre si, o primeiro passo é identificar qual delas está por trás da queda — algo que um dermatologista faz por meio de exame clínico e, quando necessário, exames complementares. Tentar tratar em casa sem esse diagnóstico pode atrasar o cuidado adequado, especialmente em causas que respondem melhor quanto antes começa o tratamento, como a alopecia androgenética e a alopecia areata.
Quando procurar um dermatologista
Procure avaliação dermatológica se a queda de cabelo for intensa, persistente, vier acompanhada de falhas localizadas, coceira, descamação do couro cabeludo, ou se surgir de forma repentina sem uma causa evidente. O diagnóstico correto é o que direciona o tratamento mais eficaz para cada tipo de queda.
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.
Perguntas frequentes
Qual a causa mais comum de queda de cabelo?
A alopecia androgenética (calvície genética) e o eflúvio telógeno (queda temporária difusa) são as causas mais frequentes, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Queda de cabelo depois de uma infecção é normal?
Pode ser eflúvio telógeno, uma queda temporária que costuma aparecer de 2 a 3 meses depois de infecções, cirurgias, parto ou estresse intenso, e que tende a se resolver sozinha em 2 a 4 meses.
Como diferenciar calvície genética de queda temporária?
A calvície genética (alopecia androgenética) é progressiva e afeta regiões específicas do couro cabeludo (coroa e entradas nos homens, região central nas mulheres); o eflúvio telógeno é uma queda difusa, sem falhas localizadas, que aparece de forma mais intensa e depois se resolve.
Falhas redondas no couro cabeludo são sinal de quê?
Podem indicar alopecia areata, uma doença autoimune que causa falhas circulares sem pelos, geralmente de aparecimento repentino, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Quando a queda de cabelo é motivo para procurar um dermatologista?
Quando é intensa, persistente, vem com falhas localizadas, coceira, descamação, ou quando afeta a autoestima — um dermatologista pode identificar a causa exata e indicar o tratamento adequado.
Fontes
- Eflúvio Telógeno — Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Alopecia Androgenética — Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Alopecia Areata — Sociedade Brasileira de Dermatologia
Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 18 de julho de 2026