Classificação do IMC segundo a OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o IMC de adultos em seis faixas: baixo peso (abaixo de 18,5), peso normal (18,5 a 24,9), sobrepeso (25,0 a 29,9) e três graus de obesidade a partir de 30,0. São os mesmos pontos de corte que o Ministério da Saúde adota no Brasil.
Faixas de IMC segundo a OMS
| Classificação | IMC (kg/m²) | Risco de comorbidades |
|---|---|---|
| Baixo peso | menor que 18,5 | Baixo (mas outros riscos clínicos) |
| Peso normal | 18,5 a 24,9 | Médio |
| Sobrepeso (pré-obesidade) | 25,0 a 29,9 | Aumentado |
| Obesidade grau I | 30,0 a 34,9 | Moderado |
| Obesidade grau II | 35,0 a 39,9 | Grave |
| Obesidade grau III | 40,0 ou mais | Muito grave |
A OMS chama o sobrepeso de “pré-obesidade” para reforçar que é um estágio de alerta, anterior à obesidade — e não uma condição isolada e benigna.
De onde vêm esses pontos de corte
Os limites da OMS não são arbitrários: foram definidos a partir de estudos populacionais que relacionaram o IMC ao risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares. O ponto 25 marca onde o risco médio começa a subir de forma consistente, e o 30 onde ele se torna substancialmente maior. Por serem baseados em população, esses cortes descrevem tendências de grupo — não a situação garantida de cada indivíduo.
Por que a OMS divide a obesidade em três graus
Assim como o risco cresce do peso normal para o sobrepeso, ele continua subindo dentro da obesidade. Separar em graus I, II e III permite dimensionar melhor a conduta clínica: as implicações e as opções de tratamento para um IMC de 31 e de 42 são bem diferentes. O grau III corresponde ao antigo termo “obesidade mórbida”, que a própria OMS evita hoje por ser estigmatizante.
Ajuste para populações asiáticas
A OMS reconhece que, em populações do leste e sul da Ásia, o risco metabólico aparece em IMC mais baixos. Por isso propõe pontos de corte adicionais — sobrepeso a partir de 23 e obesidade a partir de 27,5 — para uso em saúde pública nesses contextos. No Brasil, o Ministério da Saúde utiliza os cortes padrão (25 e 30) descritos na tabela acima.
O que a classificação não faz
A classificação da OMS é uma ferramenta de triagem populacional. Ela não mede gordura corporal diretamente, não diz onde a gordura está e não substitui a avaliação clínica. Por isso costuma ser combinada com a circunferência da cintura e com o exame médico. Um IMC dentro do “normal” não garante saúde, e um IMC alto não fecha diagnóstico sozinho.
Como aplicar a classificação
Localize seu IMC na tabela e leia a faixa correspondente. Trate o resultado como um ponto de partida para conversar com um profissional de saúde, não como um veredito. Para todas as faixas com o peso por altura, veja a tabela de IMC completa; para entender um valor específico, veja IMC 25 é considerado o quê?.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica ou nutricional.
Perguntas frequentes
Quais são as faixas de IMC da OMS?
Baixo peso abaixo de 18,5; peso normal de 18,5 a 24,9; sobrepeso de 25,0 a 29,9; obesidade grau I de 30,0 a 34,9; grau II de 35,0 a 39,9; e grau III igual ou acima de 40,0 kg/m².
A classificação da OMS é igual à do Ministério da Saúde?
Sim. O Ministério da Saúde adota os mesmos pontos de corte da OMS para adultos de 20 a 59 anos. As faixas são idênticas.
A partir de que IMC a OMS considera obesidade?
A OMS considera obesidade a partir de IMC 30,0 kg/m², dividida em três graus. Entre 25,0 e 29,9 é sobrepeso, um estágio anterior à obesidade.
A classificação da OMS vale para todas as etnias?
A OMS oferece pontos de corte adicionais para populações asiáticas, onde o risco aparece em IMC mais baixos. Para o Brasil, o Ministério da Saúde usa os cortes padrão descritos aqui.
Fontes
- Obesity and overweight (Organização Mundial da Saúde)
- A healthy lifestyle — WHO recommendations (Organização Mundial da Saúde)
Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 18 de julho de 2026