Tabela de colesterol — valores normais (total, LDL, HDL)
Como referência geral em jejum, o colesterol total desejável fica abaixo de 190 mg/dL, o HDL acima de 40 mg/dL e os triglicérides abaixo de 150 mg/dL. Para o LDL não há um número único: a meta depende do seu risco cardiovascular, não da idade. Informe seus exames abaixo para ver a classificação de cada um.
Classificação por valor de referência
| Exame | Seu valor | Classificação |
|---|
Faixas de referência gerais (jejum). Para o LDL, a meta muda conforme o risco cardiovascular de cada pessoa — quem define é o médico.
Tabela de valores de referência (adultos, jejum)
| Exame | Desejável | Limítrofe / atenção | Alto |
|---|---|---|---|
| Colesterol total | menor que 190 mg/dL | — | 190 mg/dL ou mais |
| HDL (protetor) | 40 mg/dL ou mais | — | abaixo de 40 é baixo |
| Triglicérides | menor que 150 mg/dL | 150 a 199 mg/dL | 200 mg/dL ou mais |
Esses são valores de referência gerais. O laboratório pode adotar pontos de corte um pouco diferentes conforme o método usado, e a leitura final é sempre do médico, junto com o restante do quadro clínico.
Tabela do LDL: classificação e meta por risco
O LDL é o principal alvo do tratamento das dislipidemias. Ele tem uma classificação de referência geral, mas o número que realmente importa é a meta, que depende do risco cardiovascular de cada pessoa — não da idade.
| Classificação de referência do LDL | Faixa |
|---|---|
| Ótimo | menor que 100 mg/dL |
| Desejável | 100 a 129 mg/dL |
| Limítrofe | 130 a 159 mg/dL |
| Alto | 160 a 189 mg/dL |
| Muito alto | 190 mg/dL ou mais |
| Categoria de risco cardiovascular | Meta de LDL |
|---|---|
| Risco baixo | menor que 130 mg/dL |
| Risco intermediário | menor que 100 mg/dL |
| Risco alto | menor que 70 mg/dL |
| Risco muito alto | menor que 50 mg/dL |
Uma mesma pessoa com LDL de 120 mg/dL pode estar dentro da meta (se o risco é baixo) ou muito acima dela (se já teve infarto, por exemplo). Por isso não faz sentido perguntar “qual o LDL ideal” sem antes saber o risco — quem calcula esse risco e define a meta é o médico.
Colesterol bom e colesterol ruim
O colesterol em si não é “bom” nem “ruim” — o que muda é o transportador que o carrega no sangue:
- LDL é chamado de “colesterol ruim” porque, em excesso, se deposita na parede das artérias e contribui para a aterosclerose (placas de gordura). É o principal alvo do tratamento.
- HDL é o “colesterol bom” ou protetor: ajuda a remover o excesso de colesterol das artérias e levá-lo de volta ao fígado. Por isso, no HDL, o alvo é o contrário — quanto mais alto, melhor.
Existe ainda o colesterol não HDL (total menos HDL), que reúne todas as frações que fazem mal e que a diretriz da SBC valoriza como alvo complementar. Sua meta costuma ser 30 mg/dL acima da meta de LDL para o mesmo nível de risco.
Colesterol alto não costuma dar sintomas
O colesterol elevado é, na maioria das vezes, silencioso: não dói, não incomoda e não dá sinais perceptíveis no dia a dia. Ele só aparece no exame de sangue. Quando surgem sintomas ligados às suas consequências — dor no peito, falta de ar, um evento como infarto ou AVC —, o processo de aterosclerose costuma já estar avançado. É justamente por ser silencioso que o exame de rotina importa mesmo em quem se sente bem, especialmente havendo histórico familiar, pressão alta, diabetes, tabagismo ou excesso de peso.
O que fazer com um resultado alterado
Um único exame alterado é o ponto de partida da avaliação, não o fim dela. Fatores temporários — uma refeição muito gordurosa na véspera, jejum incorreto, uma doença aguda recente — podem influenciar o resultado. Diante de um exame fora da faixa, a conduta habitual é:
- Levar o resultado a um médico, que vai calcular o risco cardiovascular e definir metas.
- Confirmar com repetição do exame, quando o valor está limítrofe ou destoa do histórico.
- Rever hábitos — alimentação, atividade física, peso, tabagismo — que influenciam bastante os triglicérides e o HDL, e em parte o LDL.
- Discutir tratamento medicamentoso quando o risco é alto e a meta de LDL não é alcançada só com hábitos. Essa decisão é sempre médica.
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico. Veja em detalhe o colesterol LDL ideal, o colesterol HDL ideal, a tabela de triglicérides, ou entenda melhor o que significa colesterol total alto.
Perguntas frequentes
Qual é o valor normal de colesterol total?
Colesterol total desejável é abaixo de 190 mg/dL, em jejum, como referência geral para adultos, segundo a diretriz de dislipidemias da SBC. A partir de 190 mg/dL é considerado elevado.
Qual o valor ideal de LDL?
Não existe um número único: a meta de LDL depende do risco cardiovascular de cada pessoa, indo de menos de 130 mg/dL (risco baixo) a menos de 50 mg/dL (risco muito alto). Quem define é o médico.
A partir de quanto o HDL é baixo?
Abaixo de 40 mg/dL o HDL é considerado baixo. Como ele é o colesterol protetor, quanto mais alto, melhor — valores baixos são um fator de risco cardiovascular.
Preciso estar em jejum para o exame de colesterol?
Os valores de referência clássicos são para coleta em jejum. Hoje muitos laboratórios liberam o exame sem jejum, com pontos de corte próprios, mas quem define como coletar e como interpretar é o médico que pediu o exame.
Colesterol alto dá sintomas?
Em geral, não. O colesterol alto costuma ser silencioso e só é descoberto no exame de sangue. Por isso o exame de rotina importa mesmo sem nenhuma queixa.
Fontes
- Faludi AA et al. Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017. Arq Bras Cardiol 2017;109(2 Supl 1):1-76 (SBC)
- Précoma DB et al. Atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – 2019. Arq Bras Cardiol 2019;113(4):787-891
- Colesterol (Ministério da Saúde / gov.br)
Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 18 de julho de 2026