Selênio na castanha-do-pará
A castanha-do-pará tem cerca de 1.900 mcg de selênio por 100 g — um teor tão alto que a torna, disparadamente, o alimento mais concentrado nesse mineral entre os consumidos regularmente no mundo.
Por que a castanha-do-pará é uma exceção
A castanheira-do-pará (Bertholletia excelsa), árvore nativa da floresta amazônica, tem raízes profundas capazes de absorver selênio do solo em quantidade muito maior do que a maioria das outras plantas. Combinado com solos amazônicos naturalmente ricos nesse mineral, o resultado é uma castanha com concentração de selênio muito acima do que qualquer outro alimento comum oferece.
O teor varia conforme a origem
Como a quantidade de selênio absorvida depende diretamente do solo onde a árvore cresce, castanhas de diferentes regiões da Amazônia podem ter teores bastante diferentes entre si — alguns lotes chegam a ter concentração ainda maior do que a média citada, o que reforça por que o consumo dessa castanha específica deve ser moderado, mesmo sendo um alimento natural.
Poucas unidades já cobrem a recomendação diária
Devido à concentração extrema, não é preciso comer muitas castanhas para atingir (e ultrapassar) a recomendação diária de selênio — um cálculo detalhado na página sobre quantas castanhas-do-pará fornecem a referência diária de selênio.
Veja também selênio em carnes e frutos do mar, ou volte para a tabela de alimentos ricos em selênio.
Perguntas frequentes
Quanto de selênio tem a castanha-do-pará?
Cerca de 1.900 mcg por 100 g, segundo referências internacionais — um teor extremamente alto, muito acima de qualquer outro alimento comum consumido no Brasil.
O teor de selênio é igual em toda castanha-do-pará?
Não — varia bastante conforme a região de cultivo e a concentração de selênio no solo onde a castanheira cresceu, já que a árvore absorve o mineral diretamente do solo amazônico.
Por que a castanha-do-pará concentra tanto selênio, e outras castanhas não?
Porque a castanheira-do-pará tem uma capacidade fisiológica incomum de absorver selênio do solo em quantidade muito maior do que a maioria das outras árvores e plantas — uma característica específica dessa espécie, combinada com solos amazônicos naturalmente ricos no mineral.
Fontes
Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 23 de julho de 2026