Calculadora de Zona de Treino por Esforço (Borg)
A escala de Borg (RPE, do inglês Rating of Perceived Exertion) mede a intensidade do treino pela sua própria percepção de esforço, sem depender de nenhum aparelho. Arraste o controle para o número que melhor descreve o quanto você está se esforçando agora e veja a zona de treino correspondente.
Zona de treino
130bpm
Um pouco intenso (moderado).
FC estimada pela aproximação clássica RPE × 10 ≈ 130 bpm (didática, não substitui medição real).
O que é a escala de Borg (RPE 6–20)
Criada pelo psicólogo sueco Gunnar Borg em 1970 e detalhada em seu artigo de 1982 na Medicine & Science in Sports & Exercise, a escala de Borg pede que a pessoa avalie o quão difícil está o esforço físico, numa escala numérica ancorada por descrições verbais. A versão clássica vai de 6 a 20 — um intervalo escolhido de propósito para se aproximar da frequência cardíaca esperada dividida por 10, em adultos jovens saudáveis.
O ACSM (American College of Sports Medicine) recomenda a escala de Borg como ferramenta padrão de prescrição e monitoramento de intensidade de exercício, especialmente útil quando a frequência cardíaca não é confiável (uso de betabloqueadores, calor extremo, exercícios na água) ou simplesmente não está disponível.
Como a calculadora agrupa as zonas
| RPE (6–20) | Descrição de Borg | Zona de treino |
|---|---|---|
| 6–10 | Nenhum a muito leve | Leve |
| 11–12 | Leve | Moderada |
| 13–14 | Um pouco intenso (moderado) | Moderada |
| 15–16 | Intenso | Intensa |
| 17–18 | Muito intenso | Intensa |
| 19–20 | Extremamente intenso a máximo | Máxima |
A frequência cardíaca estimada usa a aproximação clássica FC ≈ RPE × 10 — didática, não uma fórmula validada individualmente, mas útil para ter uma referência rápida em bpm.
Exemplo resolvido
Durante uma corrida em ritmo confortável, você avalia seu esforço como 13 na escala 6–20 (“um pouco intenso”). A calculadora classifica isso como zona moderada, com FC estimada de 13 × 10 = 130 bpm. Se subir o ritmo e o esforço passar para 17 (“muito intenso”), a zona muda para intensa, com FC estimada de 170 bpm.
Quando confiar mais no RPE do que na frequência cardíaca
A FC medida por relógio ou cinta é mais precisa em repouso e em exercícios cíclicos estáveis (corrida, bike), mas pode enganar em situações específicas — veja a diferença entre RPE e frequência cardíaca de treino. Há também versões adaptadas da escala para gestantes (teste da fala) e para caminhada de idosos.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional de educação física ou médico, especialmente para pessoas com condições cardiovasculares. Veja também a calculadora de zonas de frequência cardíaca de treino para comparar o RPE com o método baseado em bpm.
Perguntas frequentes
O que é a escala de Borg?
É uma escala de percepção subjetiva de esforço criada pelo pesquisador sueco Gunnar Borg. A versão clássica vai de 6 a 20, onde cada número se relaciona aproximadamente com a frequência cardíaca esperada (RPE × 10).
Por que a escala começa em 6 e não em 0 ou 1?
Porque Borg desenhou a escala 6–20 para corresponder aproximadamente à frequência cardíaca dividida por 10: 6 remete a ~60 bpm (repouso) e 20 a ~200 bpm (esforço máximo de um adulto jovem).
A frequência cardíaca estimada pela calculadora é exata?
Não. É uma aproximação didática clássica (RPE × 10), útil para ter uma ideia rápida, mas não substitui a medição real com frequencímetro — a relação varia com idade, condicionamento e medicamentos.
Quando usar RPE em vez da frequência cardíaca?
Quando não há como medir a FC (sem relógio/cinta), em exercícios que elevam a FC de forma atípica (musculação, calor, natação) ou para quem usa medicamentos que alteram a frequência cardíaca, como betabloqueadores.
Qual RPE devo usar para treinar?
Depende do objetivo: 11–13 para intensidade leve a moderada (base aeróbica), 13–14 para moderado (a maioria dos treinos de saúde geral), 15–17 para intenso e 18–20 para esforço próximo do máximo.
Fontes
- Borg, G. Psychophysical bases of perceived exertion (Medicine & Science in Sports & Exercise, 1982)
- ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescription (American College of Sports Medicine)
Escrito por Lucas Silva · Revisado por Lucas Silva · Atualizado em 24 de julho de 2026